Vereadores condenados por pedirem R$ 300 mil em propina para apoiarem projeto são cassados no Paraná
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Vereadores de Toledo são condenados após pedirem propina
Os vereadores Edmilson Dias Barbosa (MDB), conhecido como Dudu Barbosa, e Valdomiro Nunes Ferreira (PL), conhecido como Valdomiro Bozó, foram condenados por corrupção passiva após pedirem R$ 300 mil de propina para aprovar um Projeto de Lei (PL).
Ambos são vereadores que foram eleitos na cidade de Toledo, no Oeste do estado. Nesta terça-feira (19), a Câmara da cidade aprovou a cassação do mandato de Dudu e Valdomiro. Saiba mais abaixo.
Segundo o Ministério Público (MP-PR), eles pediram propina a uma empresa do ramo de energia renovável em troca da aprovação de um projeto de lei relativo à construção de uma central de geração hidrelétrica. O nome da empresa não foi divulgado.
O órgão explica que a empresa não fez o pagamento, e foi ela quem denunciou o crime.
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A decisão foi publicada pela 1ª Vara Criminal de Toledo na segunda-feira (18). Os dois foram condenados a sete anos de prisão em regime semiaberto e também perderam os cargos públicos. Cabe recurso da decisão.
O g1 procurou a defesa dos vereadores, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. O g1 tenta contato com os partidos dos parlamentares.
Dudu Barbosa (MDB) e Valdomiro Bozó (PL), de Toledo
Câmara Municipal de Toledo
Segundo a investigação da 4ª Promotoria de Justiça de Toledo, o projeto para o qual os vereadores pediram propina era importante para a empresa de energia porque permitiria a passagem de tubulações necessárias para a construção de uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH) no Rio São Francisco.
O projeto foi aprovado por unanimidade em segundo turno na Câmara de Toledo.
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Vereados foram afastados do cargo
Em agosto de 2025, o MP-PR pediu um afastamento de 180 dias para ambos os vereadores. Eles ficaram afastados até fevereiro deste ano, quando a 1ª Vara Criminal de Toledo revogou a medida cautelar. Então, os vereadores voltaram a participar das atividades legislativas.
No entanto, três dias após o retorno, o MP-PR solicitou outro afastamento de mais 180 dias, que está em vigência até os dias de hoje.
Na segunda-feira (18), os vereadores de Toledo votaram a cassação dos mandatos dos parlamentares. O pedido foi aprovado em primeiro turno, mas seguiu para votação em segundo turno nesta terça (19), sendo aprovado novamente.
Com a aprovação definitiva, a decisão segue para publicação oficial, que está prevista para quarta-feira (20). Depois disso, a Câmara deverá iniciar os trâmites para convocação dos suplentes.
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