Médico ginecologista de 81 anos é acusado de abusar de paciente durante atendimento na rede pública de saúde, no Paraná

  • 14/04/2026
(Foto: Reprodução)
Ginecologista de 81 anos é acusado de abusar de paciente durante atendimento O médico ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, foi acusado de cometer crime sexual contra uma paciente de 24 anos durante um atendimento pela rede pública de saúde em Irati, na região central do Paraná. Ele foi indiciado, denunciado e se tornou réu pelo crime de violação sexual mediante fraude porque, segundo o delegado Luis Henrique Dobrychtop, a investigação aponta que o profissional se aproveitou da posição de confiança para praticar atos libidinosos e tentou enganar a vítima usando um suposto procedimento clínico como pretexto para o abuso. "A vítima relatou que, durante o exame, o médico realizou massagens íntimas, alegando ser uma orientação para o estímulo da libido - uma conduta que, segundo especialistas, não tem nenhum respaldo na medicina", afirma o delegado responsável pelas investigações. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa no WhatsApp Em nota, a defesa de Felipe Lucas disse que ele "nega veementemente" qualquer prática irregular ou conduta indevida durante o atendimento. Ao g1, o Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS) Amcespar disse que o médico solicitou afastamento temporário desde o dia 9 de abril. Veja as notas completas mais abaixo. Em 2024, médico foi homenageado pelo CRM-PR por completar 50 anos de profissão CRM O delegado Luis Henrique Dobrychtop também afirma que, enquanto a paciente estava despida na mesa de exames, o médico atendeu a uma chamada telefônica pessoal que durou cerca de cinco minutos, "o que lhe causou ainda mais constrangimento". "Além disso, ao analisarmos o prontuário eletrônico da instituição, notamos que o médico não fez nenhum registro clínico com anotação sobre esse atendimento, que levanta graves suspeitas sobre a sua conduta. [...] Diferentemente de atendimentos anteriores realizados por outros profissionais, não houve qualquer registro clínico, anamnese ou solicitação de exames por parte do investigado na data do fato", complementa Dobrychtop. Segundo a vítima, o caso aconteceu no início de fevereiro. Ela procurou a delegacia sete dias depois e, em depoimento, justificou o tempo de espera devido ao "extremo abalo emocional" e à tentativa inicial de superar o trauma por conta própria. "Somente após confirmar com outros profissionais de saúde que os procedimentos realizados não eram normais, e diante da persistência de sintomas como insônia e desespero, é que ela decidiu formalizar a denúncia", diz o delegado. Leia também: Veja imagens: População denuncia merenda escolar estragada, e MP investiga 'condições impróprias para consumo' Carro capotou: Catador de recicláveis morre ao ser atropelado em acostamento de rodovia 'Eu falei que ia voltar e matar esses guardinhas': Jovem atropela seguranças de festa após ser expulso por causar tumulto Médico Felipe Lucas já teve carreira política Reprodução/TSE Investigações Durante as investigações, foram ouvidas testemunhas, profissionais de saúde, a vítima e o marido dela, que no dia do crime estava na sala de espera da clínica. O filho da mulher, que tem cinco anos de idade, também passou por escuta especializada. Segundo a polícia, ele estava com a mãe durante o atendimento, e o médico o deixou virado de costas para ele não visse o procedimento. "Diante da gravidade dos fatos e do risco de reiteração criminosa — uma vez que a especialidade exige contato físico íntimo e privacidade —, a autoridade policial indiciou o investigado pelo crime de violação sexual mediante fraude (art. 215 do Código Penal) e representou pela medida cautelar de afastamento das funções públicas e suspensão do exercício profissional do médico", afirma o delegado. O pedido da medida cautelar foi reforçado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e aguarda decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). O g1 entrou em contato com o Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), e aguarda resposta. De acordo com o delegado, o médico não possui histórico criminal e deve responder ao processo em liberdade. No entanto, se outras possíveis vítimas procurarem a polícia, a decisão pode ser reavaliada. Denúncias podem ser feitas de forma anônima à Polícia Civil pelos telefones 197 ou 181. Entenda as diferenças entre os crimes de violação sexual mediante fraude, estupro, assédio eimportunação sexual Quem é o médico Médico Felipe Lucas já teve carreira política Reprodução/CIS Amcespar Felipe Lucas é médico desde 1975. Especializado em ginecologia e obstetrícia, ele consta com o registro ativo no CRM-PR. Em 2024, ele foi homenageado pelo conselho pelo chamado "Jubileu de Ouro", por completar 50 anos de profissão. O homem também conhecido por sua atuação política. Ele já foi vereador e prefeito de Irati, nos anos 1990, e deputado estadual duas vezes. Em 2020, chegou a concorrer ao cargo de vice-prefeito, mas não se elegeu. O que dizem os envolvidos Fabrizzio, Camila & Eliza Sociedade de Advogados, que atua na defesa do médico Felipe Lucas "A defesa do profissional mencionado na recente reportagem esclarece que ainda não houve oportunidade de apresentação de defesa no âmbito judicial. O profissional nega veementemente qualquer prática irregular ou conduta indevida durante a realização de exame ginecológico de rotina, destacando que sua versão dos fatos será apresentada no momento adequado, perante a Justiça. Todos os esclarecimentos serão prestados no processo judicial, que é o ambiente apropriado para análise técnica e imparcial. A defesa confia no pleno esclarecimento da verdade". CIS Amcespar, consórcio público de saúde "O CIS Amcespar informa que cooperou plenamente com as investigações conduzidas pela PCPR, disponibilizando todos os registros institucionais solicitados, incluindo o prontuário eletrônico pertinente. A instituição não compactua com qualquer conduta que viole a dignidade, a integridade física ou os direitos das pessoas usuárias de seus serviços. Em respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência assegurada constitucionalmente ao investigado, de igual forma a não exposição da vítima em situação depreciativa, esta instituição se abstém de antecipar juízo de valor sobre o mérito da ação penal em curso. Contudo, reafirma seu compromisso com a adoção de medidas administrativas e protocolares necessárias à garantia da segurança e do bem-estar de todos os usuários. O CIS Amcespar até o momento não foi intimado, ou citado". Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

FONTE: https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2026/04/14/medico-ginecologista-de-81-anos-e-acusado-de-abusar-de-paciente-durante-atendimento-na-rede-publica-de-saude-no-parana.ghtml


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