Greve afeta transporte público em Foz do Iguaçu; sindicato fala em 50% da frota parada
27/04/2026
(Foto: Reprodução) Paralisação de ônibus afeta o transporte coletivo em Foz do Iguaçu
A greve dos motoristas de ônibus de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, afeta cerca de 50% do transporte coletivo nesta segunda-feira (27), segundo o Sindicato do Transporte Rodoviário de Foz do Iguaçu (Sitrofi).
A paralisação foi motivada, segundo o sindicato, por um impasse nas negociações entre a categoria e a empresa responsável pelo serviço. Segundo o sindicato, apenas 33% da frota seguirá em operação, o mínimo exigido por lei para serviços essenciais.
Eles afirmam que cerca de 40 mil pessoas utilizam o transporte público na cidade diariamente.
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Em nota, a Viação Santa Clara (Visac), responsável pelo transporte público de Foz do Iguaçu, informou que cumpre integralmente as obrigações previstas nos acordos coletivos e que as negociações para o novo contrato começaram em fevereiro. A empresa afirmou que o município apresentou proposta de reajuste de 5%, mas que ainda está em discussão o repasse para garantir o pagamento do adicional de cobrança.
A Visac também destacou que, desde 2023, mantém o pagamento desse adicional aos trabalhadores, mesmo sem o repasse do município, e afirmou que segue negociando para evitar a paralisação e reduzir os impactos à população.
A prefeitura não se manifestou até a última atualização desta matéria.
Cerca de 50% dos ônibus estão parados, diz sindicato
RPC Foz do Iguaçu
Paralisação começou 7h
Durante a manhã, alguns ônibus circularam normalmente entre bairros e o centro. No entanto, à medida que os veículos chegaram ao Terminal de Transporte Urbano (TTU), a partir das 7h, o serviço foi sendo interrompido. A retomada das atividades ao longo do dia depende de decisão em assembleia da categoria.
A paralisação acontece após o fim do acordo coletivo de trabalho, encerrado em 12 de março, sem renovação. De acordo com os trabalhadores, a empresa deixou de pagar benefícios como vale-alimentação, cesta básica e um adicional para motoristas que acumulam a função de cobrança de passagens.
“Desde março, a empresa deixou de pagar o vale-alimentação e a cesta básica. Diante disso, os trabalhadores deliberaram pela greve, por tempo indeterminado. Então, a gente aguarda que a empresa venha com uma proposta que agrade a categoria pra gente suspender o movimento e firmar o acordo coletivo", disse Rodrigo Andrade de souza, presidente do Sitrofi.
A principal reivindicação da categoria é a manutenção dos benefícios e do adicional pago aos motoristas que realizam a cobrança de passagens em dinheiro. Os trabalhadores também cobram o reajuste salarial de pelo menos 5%, percentual que, segundo o sindicato, foi aceito pelos trabalhadores.
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