Escala 6x1: votação na Câmara une deputados paranaenses de esquerda, direita e centro; veja como se posicionaram
28/05/2026
(Foto: Reprodução) Câmara aprova em 1º turno PEC que reduz jornada de trabalho
Dos 30 deputados federais que representam o Paraná na Câmara dos Deputados, 25 votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da redução da jornada de trabalho, popularmente chamada de "fim da escala 6x1". Abaixo, veja o voto de cada parlamentar do estado.
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A votação uniu deputados paranaenses de ideologias políticas distintas e que, historicamente, costumam se posicionar de maneira contrária em votações. O texto foi aprovado pelo plenário, na noite de quarta-feira (27), por 461 deputados. Era necessário o apoio de, no mínimo, 308 parlamentares.
Agora, o texto segue ao Senado Federal, onde é necessário o apoio de 49 senadores. Analistas indicam que haverá resistência na casa.
A votação na câmara ocorreu após o parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), ser aprovado na comissão especial. Os parlamentares concordaram com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
🔎 Uma PEC é um projeto legislativo que altera o texto da Constituição Federal, a principal norma do Estado brasileiro. Como mudam a Constituição, as PECs precisam ser aprovadas em dois turnos nas duas casas do Congresso Nacional.
Deputados do Paraná que votaram a favor do fim da escala 6x1
Câmara dos Deputados
Na votação, a bancada paranaense teve o mesmo posicionamento nos dois turnos. Confira abaixo:
Deputados do Paraná que votaram a favor do fim da escala 6x1:
Aliel Machado (PV)
Beto Preto (PSD)
Beto Richa (PSDB)
Carol Dartora (PT)
Delegado Matheus Laiola (União)
Diego Garcia (União)
Felipe Francischini (Podemos)
Filipe Barros (PL)
Geraldo Mendes (União)
Gleisi Hoffmann (PT)
Itamar Paim (PL)
Leandre (PSD)
Luciano Ducci (PSB)
Luísa Canziani (União)
Luiz Carlos Hauly (Podemos)
Luiz Nishimori (PSD)
Paulo Litro (União)
Ricardo Barros (PP)
Sandro Alex (PSD)
Sargento Fahur (PL)
Tadeu Veneri (PT)
Toninho Wandscheer (PP)
Vermelho (PL)
Welter (PT)
Zeca Dirceu (PT)
Deputados do Paraná que estavam ausentes na votação da escala 6x1:
Pedro Lupion (Republicanos)
Sergio Souza (MDB)
Tião Medeiros (PP)
Padovani (PP)
Dilceu Sperafico (PP)
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O que diz a PEC
Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas
Reprodução/EPTV
A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a "duração do trabalho normal" não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:
as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;
as duas horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.
O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.
O relator da proposta na Câmara fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.
Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.
Regra não é universal
Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.
Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a "pejotização" e dar liberdade a profissionais de alta renda.
Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.
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